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A história de Polignano a Mare

Texto e fotografias M. Cristina Recchia

Quando eu cheguei em Polignano em 2003, a primeira história que ouvi sobre a origem da cidade foi de uma lenda que relatava que no início dos séculos, uma frota que atravessava o Mar Adriático foi surpreendida por  uma tempestade e impossibilitado de prosseguir a navegação, o então capitão da embarcação soltou seu falcão que pousou em um penhasco como sinal de que a embarcação deveria permanecer parada naquele local até a tempestade passar.

Dalí em diante fundou-se uma nova cidade e, por mais de vinte séculos, o falcão tornou-se símbolo emblema da bandeira de Polignano a Mare.

Peghegnéne (Peguenhene)  pronúncia de Polignano a Mare no dialeto local até 1863.

Significado de Polignano: presume-se  que o nome deriva da “deusa Polymnia” com uma referência a César. Outros afirmam que o nome Polignano a Mare deriva de Neapolis, antiga colônia Grega que ficava na mesma área em que nasceu a cidade de Polignano a Mare.

O nome da cidade provavelmente significa “lugar eminente” ou construído em cima, assim foi construída a cidade de Polignano a Mare – no alto de uma falésia.

Polignano a Mare é uma cidade de quase 18.000 habitantes e pertence à “Terre di Bari”. O núcleo mais antigo da cidade fica em um afloramento rochoso com vista para o Mar Adriático com uma distância de  33 quilômetros ao sul de Bari, capital da Puglia.

“Ainda se tem muitas dúvidas sobre as origens de Polignano, no entanto, estudiosos acreditam  que, dos numerosos manuscritos encontrados, dentre eles , alguns datados  de 992 dC. a esplêndida cidade de Polignano a Mare, situada nas falésias com vista para o Mar Adriático, tem uma história muito antiga e, segundo alguns estudos, a antiga cidade grega de Neapolis poderia ser uma das duas colônias fundadas na Costa do Mar Adriático por Dionísio II de Siracusa  no século VI aC.

Segundo algumas investigações arqueológicas, a origem teria sido um vilarejo na Idade do Bronze e que, graças à sua posição estratégica caracterizada por muitos portos naturais, tornou-se um importante porto de escala.

No segundo milênio a.C, a chegada de Iapigi  (antiga população do primeiro milênio a.C.) levou os moradores a se mudarem para a área do atual centro histórico e foi aí que começaram a se aflorar as primeiras aglomerações urbanas.

Tudo indica que Polignano foi muito frequentada por viajantes e comerciantes, principalmente  na idade do ferro, quando a  terra de Bari era chamada de Peucezia. Posteriormente, no século III a. C. Polignano tornou-se um ponto de referência pois mantinha uma posição estratégica muito importante para a potente cidade de Taranto, a antiga capital da Magna Grécia e o verdadeiro dono do Mar Jónico.

Os romanos também consideravam a posição de Polignano a Mare um lugar estratégica porque permitia a passagem da Via Traiana, antiga estrada  que ligava Roma (a capital do Império Romano) até a cidade de Brindisi, de onde saiam embarcações  com destino à Terra Santa (ainda hoje a antiga “Ponte Romana”, que fazia parte da Via Traiana, é prestigiada por muitos turistas).

 

 

 

No século VI com a jurisdição do Império Bizantino, o culto ortodoxo foi adotado, mas com a queda dos normandos (que dominaram até 1194), o cristianismo retornou e o prestígio da cidade cresceu, também e sobretudo graças à obra dos Beneditinos, presente e enraizada no território com dois mosteiros.

Um deles era  Abadia de San Vito que existe até hoje e foi um grande centro no domínio do Reino di Angioina, tornando  as relações comerciais, ainda mais consolidada, com outras costas e com muitos comerciantes venezianos. Eles escolheram Polignano como sua casa, tanto que no século XVI.,  Polignano também ficaria sob o domínio veneziano por vinte anos. O Palazzo del Doge, onde residia o governador veneziano, está localizado no centro histórico.

 

 

 

 

Durante o domínio Aragonês, as atividades comerciais se desenvolveram ainda mais e obras  foram erguidas na costa para defender a cidade, principalmente das invasões  dos turcos.

Polignano assumiu grande importância e foi, por muitas vezes, destino da realeza. Primeiro em 1797 pelo Rei Fernando I das Duas Sicílias e em 1807 pelo Rei Giuseppe Bonaparte. Hoje Polignano a Mare, por suas belezas naturais, tornou-se uma cidade turística mundialmente famosa.”

Na idade média a “Grotta Palazzese” era também conhecida como a “Grotta del Palazzo” e foi mencionada na Enciclopédia de Diderot e D’Alembert publicada em língua francesa no século XVIII por grandes intelectuais da época.  Supõe-se que séculos passados foram organizados na gruta muitos banquetes e festas.

 

 

 

Desde que moro em Polignano a Mare, todo mês de maio, todos os habitantes recebem da “Comuna” uma espécie de cartilha contendo a história da cidade e com o elenco telefônico dos habitantes e comerciantes.

Eu não sou uma historiadora, mas a idéia de traduzir o texto da cartilha sobre a história da cidade me pareceu interessante. O texto foi enriquecido com outras informações e fotos encontradas na internet.

 

 

A seguir algumas fotografias encontradas na internet que retratram Polignano a Mare nos anos de 1920 e 1930.

 

 

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