Texto e fotografias M. Cristina Recchia

Pouco tempo faz visitei a cidade de Lecce numa ocasião especial: minha irmã que mora no Brasil veio me visitar e queria muito fazer um bate-volta até Lecce  e aproveitar para dar uma esticadinha até a Marina di Melendugno (Grotta della Poesia, Torre Dell’Orso e Faraglioni di Sant’Andrea) e Gallipoli. Na realidade, tínhamos muito pouco tempo para fazer esse “triângulo turístico” no Salento que, para muitos seria até uma loucura, mas no final conseguimos!

Saimos de Polignano às 8 horas da manhã e nosso destino ficou acertado da seguinte maneira:

Polignano a Mare / Grotta della Poesia / Torre del’Orso / Sant’Andrea / Gallipoli / Lecce

 

 

 

Resumindo: chegamos pontualmente às 10 horas da manhã na Grotta della Poesia e ao meio dia deixamos os Faraglioni di Sant’Andrea felizes por haver alcançado um objetivo e partimos para o nosso próximo destino.

Chegamos em Gallipoli aproximadamente às 13 horas e foi o tempo de almoçar e fazer um breve passeio pela ilha onde se concentra o centro histórico da cidade. Estava quase tudo fechado porque a hora do almoço é sagrada. Somente restaurantes, algumas lojas  e o Castelo estavam abertos para visitas.

Deixamos Gallipoli às 16 horas e chegamos em Lecce pouco antes das 17 horas. Preferimos deixar o carro num estacionamento privado e iniciamos nosso passeio pela Porta Napoli que é um arco triunfal de Lecce que marca a entrada para o centro histórico da cidade, juntamente com os outras duas porta: Porta San Biagio e Porta Rudiae. A Porta Napoli está localizada perto da Piazzetta Arco di Trionfo. E a partir daí foi possível entender porque Lecce é considerada a Firenze do Sul da Itália.

Famoso  em todo o mundo, o Barroco Leccese  foi um dos estilos artísticos e arquitetônicos mais apreciados na arte entre os séculos XVI e XVIII.  Ricas decorações e esculturas  enriquecem a cidade conhecida também como “Città d’Arte” e “la Signora del Barroco”. Suas antigas origens “messapiche” e  os vestígios arqueológicos da dominação romana misturam-se de fato com a riqueza e a exuberância do barroco, típicos do século XVII.  As igrejas e os  palácios do centro foram construídos com a pedra de Lecce, ou seja rocha calcária maleável e adequada para trabalhos com o cinzel.  A beleza  arquitectónica e a rica decoração  das fachadas foram particularmente desenvolvidos   durante o Reino de Nápoles e caracterizaram a cidade de uma forma tão original que deu origem à definição de Lecce Barroco.

Lecce é uma das maiores  cidades da Puglia  e, pessoalmente falando é encantadora. Pelas suas ruas pode-se notar uma grande quantidade de turistas transitando em meio aos habitantes num vai e vem de uma cidade com quase 100.000 habitantes.

 

 

 

Seguimos o passeio e nosso objetivo era  chegar pelo menos até o Anfiteatro Romano já que nos restava pouco tempo. Seguimos pelas estradinhas satisfeitos por rever um pouquinho desta fascinante cidade.

 

 

Pela ruas antigas, passamos pelas Chiesa di Santa Maria della Providenza e pela Chiesa San Niccoló dei Greci.

 

 

 

Lecce é um prato cheio para quem gosta de cidades medievais com suas igrejas,  museus e o castelo. Mas também Lecce pode ser trajeto para quem quer visitá-la só de passagem. Para que gosta de cidades medievais e museus vale a pena dedicar, pelo menos um dia e uma noite, para conhecê-la com calma.

 

 

Uma cidade charmosa com ruas estreitas, prédios antigos e muitas lojas de grifes que mesclam o antigo com o moderno causando uma  sensação indescritível. Muitos restaurantes, bares e…  enotecas para a degustação de aperitivos com o melhor do vinho salentino e do resto da Puglia.

 

 

Passando pela Basílica de Santa Croce ou pelo Palazzo dei Celestini já é possível ter uma pequena demonstração deste extraordinário movimento artístico.

 

 

 

O Palazzo dei Celestini  fica ao lado da Basília Santa Croce que estava em reformas o que nos impossibitou de tirar fotos da parte externa  mas o seu interno é deslumbrante.

 

 

 

O centro histório de Lecce è um caso a parte a ser explorado pois contém uma  parte da história que poucos conhecem: a importância da Puglia desde o Império Romano.

Chegamos então ao Anfiteatro Romano que representa a época romana e está localizado na Piazza Sant’Oronzo no centro de Lecce. A data do monumento ainda é incerta: entre 27 a.C. e 14 d.C ou entre 117 e 138 d.C. Ele foi descoberto durante escavações no início dos anos 90 e o lado visível do anfiteatro romano é apenas uma parte dele. O restante  ainda está debaixo da terra onde se localizam edifícios e a igreja Santa Maria della Grazia.

 

 

 

 

 

É um cenário que nos faz voltar no tempo e imaginar como seria a vida das pessoas naquele contexto.

Naquele momento nosso cansaço começou a dar sinais e decidimos fazer uma pausa tomando um cafézinho em um dos bares da Piazza Sant’Oronzo com direito ao típico pasticciotto leccese. Decidimos concluir nosso passeio e voltar para Polignano porque teríamos que fazer, ainda, 1 hora e meia de estrada.

 

     

 

Nos arrependemos de não ter feito um tour com o trenzinho turistico que nos mostraria os principais pontos turisticos em pouco tempo. Outra opção também seria o tour com o “ tuk tuk” mas estavamos em 5 pessoas e não seria possível.

Um ponto negativo de Lecce foi a quantidade de pedintes  pelas ruas, por isso, minha dica: tomem cuidado com bolsas, carteiras e objetos de valores.

Chegamos ao estacionamento as 19h30 e as 21 horas chegamos em Polignano a Mare. Exaustos!

Minha sugestão para quem quer conhecer o Salento (o sul da Puglia) e não faz questão de se hospedar no litoral e gosta de cidade, Lecce é ótima como base para conhecer cidades vizinhas.

No mapa a seguir, indico as cidades vizinhas turisticamente mais visitadas tanto pelo Mar Adriático quanto pelo Mar Iônico mas via de regra as cidades internas também são interessantes.

 

 

Mapa do centro histórico de Lecce

 

 

Algumas opções do que pode ser visto em Lecce:

  • Porta Napoli, Porta San Biagio e Porta Rudiae
  • La Basilica di Santa Croce
  • Anfiteatro Romano (na foto acima)
  • Piazza Duomo
  • Duomo
  • Palazzo Vescovile
  • Palazzo Taurino
  • Museo diocesano d’Arte sacra
  • Chiesa di S. Giovanni Battista
  • Castello di Carlo V
  • MUST – Museo Storico della Cittá di Lecce

 

O passeio com o trenzinho dura aproximadamente 1 hora e custa 10 euros por pessoa. Visite o site http://www.treninoturisticolecce.it/treninoturisticolecce/Benvenuto.html ou procure o “infopoint” (informações turisticas) de Lecce que poderá fornecer todas as informações turísticas necessarias.

Para quem estiver procurando indicações de hospedagem, escreva para info@vemprapuglia.com  e colabore na manutenção do blog Vem pra Puglia fazendo suas reservas pelo booking.com disponivel no nosso blog e o mais importante: não deixe de nos avisar sobre a sua reserva! Vem pra Puglia agradece!

 

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