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Um roteiro para Matera e Salento

Texto e fotografias de Angela Pan

Para estrear esse  blog, convidei minha irmã, que mora em São Paulo, para descrever num post  o roteiro de viagem dela quando veio à Polignano a Mare, cidade onde moro. É um post interessante que vale a pena conferir, principalmente para quem tem intenção de visitar a Puglia em breve. Confira!

“Ansiosa por reencontrar minha irmã, meu marido e eu resolvemos visitá-la em Polignano a Mare, cidade onde ela mora com a família, como vocês já devem ter visto através das postagens. Polignano é uma cidade encantadora que merece ser visitada. Mas além dela, outros lugares merecem destaque. Traçarei a seguir um itinerário interessante que fizemos quando da nossa decisão de sair de Polignano para ir em direção a outras cidades que há muito tempo queríamos conhecer.

Iniciamos por Potenza, uma cidade localizada na região da Basilicata. Foi fundada na época romana do século 4 a.c. Devido a sua posição geográfica, a locomoção de uma parte a outra é feita por muitas escadas e por um sistema moderno de escadas rolantes chamado de “Ponte Attrezzato”. Ficamos apenas uma noite nessa cidade pois nossa intenção era assistir a uma peça teatral ao ar livre muito recomendada e que costuma ser realizada no mês de agosto mas infelizmente não foi possível pois acabamos nos perdendo no percurso. Foi um passeio muito rápido mas que valeu a pena.

De lá, seguimos para Matera e nos instalamos num pequeno e simples B&B chamado “Albergo Roma” que recomendamos por não ser muito caro, além de ser limpo e perto das atrações da cidade. Pouco conhecida entre os turistas estrangeiros, Matera é uma província da região da Basilicata localizada no Sudeste da Itália conhecida como a cidade das pedras “Sassi di Matera”. É famosa por seu centro histórico e pelas cisternas construídas na parte subterrânea da cidade. Chegar nesse local, passear pelas praças, debruçar-se sobre os muros que contornam a parte antiga e olhar para aquelas casas centenárias construídas em pedras em contraste com a elegância da cidade nova, fez crescer em nós um desejo de desbravar aquelas ruelas e construções nunca antes vistos.

 

 

 

Verdadeiros labirintos conduzem aos mais variados locais, hoje transformados em casas, hotéis, B&B’s , bares, restaurantes e museus. Os famosos “figos da índia” encantavam ainda mais o lugar contrastando com as rochas e o pôr do sol ao final de um dia de verão. A sensação de imaginar como seria viver naquele lugar é fascinante apesar de ter sido uma cidade onde, até 1950, predominava a pobreza, a malária e as altas taxas de mortalidade infantil. Por esta razão, muitas pessoas foram movidas para novas casas entre 1953 e 1968. A partir disso, a cidade antiga passou a ser preservada e em 1993 foi classificada Patrimônio Histórico Mundial pela Unesco.

 

 

Muitos filmes foram gravados nessa cidade devido à paisagem rudimentar que caracteriza o local. Matera é o lugar ideal para se deixar perder. Algumas pessoas não se arriscam, preferindo grupos com visita guiada, que foi o nosso caso, enquanto outros preferem explorar o local sozinhas tomando o cuidado para não se perderem.

A tradição italiana com relação ao pão é muito antiga. Em Matera é possível sentir o aroma perfumado do pão tradicional (Pane di Matera). Existe inclusive um menu turístico que inclui antepasto, vinho e esse pão de formas irregurlares que lembra o formato da cidade antiga.

 

 

De Matera descemos de carro pelo litoral até chegarmos em Gallipoli. O percurso é muito bonito com várias prainhas contornando o local. Uma beleza a parte. Pode-se também chegar em  Gallipoli por uma outra estrada, que é até mais rápida, porém perde-se toda a paisagem litorânea que é um colírio para os olhos.

 

 

Gallipoli é uma das cidades mais badaladas da região do Salento. Ficamos no Hotel Spinola localizado próximo ao Castelo, ao Mercado de Peixes e ao Porto de Gallipoli. Por sorte, esse hotel tinha estacionamento próprio. Podíamos ir a pé até o Centro Histórico, o que foi muito positivo, pois a noite observamos que muitas pessoas não encontravam lugar para estacionar seus carros nas proximidades. Para os mais sedentários, pode-se alugar um tuk-tuk ou bicicletas e fazer um passeio rápido pela orla que contorna o centro histórico. A noite é bem agitada. Lojas de produtos da região, restaurantes com pratos à base de frutos do mar para todos os gostos e apresentações musicais ao ar livre compõe o cenário tornando-o ainda mais especial.

 

 

  

 

 

De Gallipoli prosseguimos para Lecce. Optamos pelo Grand Hotel Tiziano e Dei Congressi, que embora seja mais um hotel de negócios, oferece preços e café da manhã bem generosos e além disso, podíamos sair de lá  a pé para conhecer o Centro Histórico da cidade.  Quando nos disseram que Lecce era considerada a Florença do Sul da Itália, não acreditamos, mas bastou ver para concordar com tal afirmação. Para quem gosta de história é um prato cheio. Igrejas, arenas, museus, praças, edifícios e ruínas romanas, diferentes formas de arquitetura barroca fazem dessa cidade um lugar único e que encanta seus milhares de visitantes.

 

 

 

 

Para quem quiser saborear um prato típico leccese, não deixe de experimentar “la puccia” e “il pasticiotto dolce”, ambos muito requisitados pelos turistas.

 

     

 

Nossa penúltima parada antes de voltar a Polignano a Mare foi Otranto. Apesar da cidade ser um encanto a parte, é muito pouco conhecida entre os brasileiros e atrai turistas devido às suas praias de águas cristalinas. Além da beleza natural encontrada em Otranto como a Baia dei Turchi, há ainda os lagos Alimini formados por duas lagoas de água doce e salgada. Naquela redondeza pode-se encontrar muitos hotéis onde famílias italianas lá vão para passar as férias de verão com seus filhos. Mas a beleza desse lugar não reside apenas na natureza. Por ser uma cidade portuária, sua ligação com a Grécia e Albânia foi grande e vários povos deixaram suas marcas culturais até hoje presentes nas artes e nas obras arquitetônicas da cidade.  Entre as principais atrações da cidade está o Castello Aragonese construído entre 1485 a 1498; a Torre dell’Orologio na localizada na Piazza del Popolo; Catedrale di Santa Maria AnnunziataChiesa di San Pietro e Capela dos Mártires”.

 

 

 

 

Um agradecimento especial à autora deste texto que ajudou a enriqueceu o blog Vem pra Puglia!

E você, visitou a Puglia recentemente? Se você conhece e seguiu um roteiro criado por você e quiser compartilhar no blog Vem pra Puglia, mande-nos para avaliação. Seu texto com a sua descrição poderá estar entre os próximos roteiros que muitos leitores poderão encontrar neste blog.

Obrigada por visitar o blog Vem pra Puglia!

 

4 thoughts on “Um roteiro para Matera e Salento

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