espaço do leitor //

Travessia Dubrovnik a Bari

Texto e fotografias de Maria Aparecida Vaskys P.

Ha pouco mais de um ano eu e a Cida nos encontramos em Polignano a Mare e meu blog “Vem pra Puglia” ainda estava só no papel. Na época adorei saber que ela tinha planejado uma viagem para o Leste Europeu e uma das suas metas era conhecer a cidade onde moro. Nos conhecemos ha muitos anos e foi muito bom poder reencontrá-la e colocar nosso papo em dia.

Depois que iniciei literalmente a fazer pesquisas relacionadas a turismo descobri um crescente interesse no turismo da Croácia e Eslovênia e sabendo que a Cida tinha feito a pouco tempo essa viagem, decidi convidá-la para escrever esse texto maravilhoso:

 

 

“Em Setembro de 2016 visitamos a linda Croácia, passando pelas cidades de Zagreb, Zadar, Trogir, Split, Hvar e Dubrovnik.  Esta última, Dubrovnik, fica junto ao mar Adriático e tem um porto que liga, entre outros lugares, com Bari, na Itália.

 

Dubrovinik é uma cidade medieval belíssima, situada na parte sul da Croácia, entre as rochas íngremes do Mont Srd e a costa do mar Adriático, conserva uma arquitetura de beleza ímpar, sendo uma das cidades mais visitadas da Croácia. Não à toa, a cidade foi adicionada à Lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1979. A cidade ficou ainda mais conhecida por conta da série de TV “Games of Thrones”, atraindo turistas do mundo inteiro interessados em roteiros que passam pelas locações onde foram filmados alguns episódios da saga. A cidade tem uma muralha, que inclui três fortes e contorna a cidade antiga inteiramente.  É possível andar por ela e dar a volta completa na cidade admirando as lindas paisagens junto ao mar, bem como as que ladeiam a cidade nova.

 

 

Ao longo do percurso sobre a muralha, que dura aproximadamente uma hora, caminhando devagar e apreciando a vista, encontramos lojinhas de souvenirs, bebidas e sorvetes. Na parte interna das muralhas há uma porção de igrejas, palácios, mosteiros e fortes e muita, muita gente de todos os lugares do mundo. Outro passeio imperdível é num bondinho teleférico que nos leva até um ponto mais alto que a cidade de Dubrovnik, onde é possível se embasbacar com a visão das Muralhas, de toda a cidade em volta delas e se for à tarde ver o pôr do Sol e enxergar a cidade totalmente iluminada à noite.

 

 

Para pegar a balsa para Bari, chegamos com duas horas de antecedência ao Porto “Obala Ivana Pavla II”, ou seja, às 20 horas, o barco parte às 22hs. Compramos passagens para a travessia, no site www.aferry.co.uk/dubrovnik-ferry.htm ajudados pela agência de viagens “Leonetti Tur Viagens” Simone@leonettitur.com.br ainda no Brasil. Resolvemos comprar cabines privativas com banheiro, porque passaríamos a noite toda viajando, chegando pela manhã à Bari, mas isto não é obrigatório. Você pode passar a noite sentada nas poltronas ou no chão, como muitos jovens faziam.  A entrada ao barco é confusa, pois pelo mesmo lugar entram passageiros, carga e até automóveis. Há apenas dois pequenos elevadores e você mesmo tem que subir com suas malas, portanto fazem longas filas. Alguns subiam as escadas com seus mochilões e se acomodavam no chão acarpetado dos restaurantes e lanchonetes do barco. No dia que fizemos a travessia, o barco não estava lotado, felizmente.  Ficamos imaginando como seria se tivessem vendido mais passagens.

 

 

Comemos um lanche num dos restaurantes antes de ir para a cabine. Deitamos vestidos porque não há espaço para abrir malas. A noite passou rápida e quando acordamos já estávamos no Porto de Bari. Nossa passagem dava direito ao desjejum muito trivial: café, leite, pão de forma, queijo, presunto e uma fruta. Demoramos a descer por causa do elevador e das nossas pesadas malas. Do Porto de Bari, pegamos um táxi até a Locadora Avis (6km).

 

 

 

O carro ainda não estava pronto e tomamos o segundo café e demos uma volta numa praça próxima. Viajamos 31,5 km até a cidade de Polignano a Mare e nos hospedamos no Hotel Castellinaria onde nos sentimos muito bem instalados num quarto grande, bem decorado e com varanda privativa externa. Os quartos ficam em pequenos blocos com 4 apartamentos isolados por belos jardins.

O Hotel fica na bela Praia de San Giovanni a qual tem acesso restrito mediante uma taxa com exceção aos hóspedes do Hotel. Enquanto nos fartávamos no café da manhã avistávamos o mar.

Clique aqui para visualizar e reservar o Hotel Castellinaria

 

Depois de nos organizarmos e conhecermos o Hotel, seguimos para encontrar nossa amiga Cristina e no final da tarde, o marido dela foi conosco mostrar a linda cidade de Polignano a Mare, tendo suas características medievais de uma cidade antiga, com casas construídas sobre falésias calcárias, cavernas altas e profundas águas azuis do Mar Adriático. Polignano é uma “jóia” que brilha na costa da Província de Bari (capital da Puglia), no topo de um penhasco de calcário de 20 metros de altura, acima das águas cristalinas. Polignano a Mare faz jus ao seu nome, de origem grega, que significa literalmente “no mar”. Saímos com sol quente, mas à medida que andávamos pela cidade foi batendo um vento forte e começou a esfriar. Quando chegamos ao centro para tomar o delicioso café especial no bar “Il Mago del Gelato” já escurecia. Voltando ao local onde deixamos o carro, ainda paramos para um cremoso e inesquecível “gelato” na “Bella Blu Gelateria”.

 

O dia seguinte amanheceu nublado, mas logo o sol deu as caras. Passeamos pela praia do hotel Castellinaria e mais tarde saímos de carro para a cidade de Alberobello, a cidade dos “trulis” (casas redondas de pedra com o teto cônico, também em pedra). As ruas e os trulis são de pedras brancas fazendo um lindo contraste com o céu azul. Muitas lojinhas de artesanato e de comida são abrigadas nestas construções cônicas. Imperdível.

 

 

 

Viajamos mais 100 km e chegamos à cidade de MATTERA (Patrimônio da Humanidade).

 

 

Supõe-se que essa cidade começou na era paleolítica, em cavernas nas rochas e mais tarde foram erguendo casas por cima. Formam um conjunto impressionante de moradias rochosas brancas. A área da cidade é enorme e só 80% está aberta ao público, o restante está bloqueado para estudos arqueológicos.

O filme dirigido por Mel Gibson “Paixão de Cristo” em 2004 foi filmado em Matera e isso atraiu muitos turistas o que contribuiu para  que a cidade se transformasse restaurando casas abandonadas em restaurantes e b&b’s.

No terceiro dia na região de PUGLIA passeamos com nossa amiga pelas ruas, rochas e praia de Polignano a Mare. À tarde fomos até Monopoli e caminhamos mais um pouco visitando a cidade antiga. À noite, o plano era jantar na “GROTTA PALAZZESE”, mas não foi possível devido a agitação do mar e ao vento muito forte, porque o restaurante fica numa gruta na rocha, abaixo do casario. Fomos, então, ao restaurante “Casale dei Fornici” onde desfrutamos de um farto “cardápio” de degustação. No dia seguinte seguimos viagem para Ancona, levando uma inesquecível recordação da PUGLIA”.

 

 

Um agradecimento especial á Maria Aparecida Vaskys P. que ajudou a enriquecer o blog “Vem pra Puglia” levando informação para quem tem interesse neste roteiro.

E você, visitou a Puglia recentemente? Se você conhece e seguiu um roteiro criado por você e quiser compartilhar no blog Vem pra Puglia, mande-nos para avaliação. Seu texto com a sua descrição poderá estar entre os próximos roteiros que muitos leitores poderão encontrar neste blog.

Obrigada por visitar o blog Vem pra Puglia!

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *